O MEU PONTO DE VISTA SOBRE OS BALDIOS:

Desde 1990, que os Compartes da Freguesia de Vilarinho, me tem dado a honra de ser o Presidente do Conselho Directivo. Cargo que tenho desempenhado gratuitamente e com algum esforço de não regatear o tempo que perco, que muita falta me tem feito, para outras actividades agrícolas. Tenho enfrentado muitos desafios, alguns tenho com a ajuda dos Membros que escolhi para me acompanhar de os dar por resolvidos, outros há, que ainda não tiveram resolução.

Ora, ainda não conseguimos resolver o diferendo com o Parque Eólico do Trevim, Lda., referente ao Casal da Bemposta, dos 47 artigos, nós já ganhamos em Tribunal 10, faltam 37. Relativamente à serventia que abrimos no terreno da Igreja, na Póvoa de Fiscal e que foi cortada pelo actual proprietário, temos no Tribunal uma ação civil popular, para tentarmos a sua reabertura, ou sermos ressarcidos da despesa feita na altura.

Actualmente, a responsabilidade de gestão dos Baldios de Vilarinho pertence em exclusivo, à Assembleia de Compartes, sendo gerida pelo Conselho Directivo, é um desafio novo, que tentamos resolver diariamente com ajuda de Sapadores e Técnica, o que não tem sido fácil.

Face á situação que se vive, no ordenamento florestal herdado da associação com o Estado, em que a nossa Serra nos foi deixada invadida com Acácias, pinheiros doentes com Nematodo, em que a mancha de pinheiro bravo, será dizimada num curto espaço de tempo. Para tentarmos que tal não aconteça, o CD tem vindo adquirir equipamento, para retirar o arvoredo morto e doente. Tem actualmente o mínimo para gerir uma área de 900 ha, tem instalações próprias, de que todos os Compartes se podem orgulhar.

 Numa tentativa de minimizar o avanço da doença do nematodo, o CDB tem feito cortes sanitários, onde o pinhal apresenta maior número de árvores mortas. Com o valor da venda de tal arvoredo, estamos a implementar projectos de rearborização, com espécies adaptadas ao terreno e com a autorização do ICNF, para que os vindouros tenham uma floresta diversificada e ordenada.

O Conselho Directivo sempre que há receita vinda da venda de arvoredo, tem proposto à Assembleia de Compartes a distribuição racional pelas entidades existentes nos lugares da antiga Freguesia de Vilarinho, não tem sido pacífico a distribuição, pois, não conseguimos agradar a todos. Por outro lado, não podemos esquecer que temos actualmente criados 7 postos de trabalho efectivos e mais 4 temporários, que muito gostávamos que fossem definitivos.

Como podem constatar pelo meu breve resumo, do meu ponto de vista nos Baldios, os Compartes não podem descurar que é imperioso introduzir conhecimento técnico e cientifico no sector Florestal Comunitário, como forma de o tornar interessante e sustentável. Mexer com a floresta é difícil.! Protegê-la é uma obrigação.! Explorá-la, um desafio.! Geri-la é um dever.!

LT